Câncer de Mama Exames Genética

Quem deve fazer um Teste Genético numa família com vários casos de câncer?

Quem deve fazer um teste genético em uma família com vários casos de câncer?

Quando uma família tem vários casos de câncer, é natural surgir a dúvida: “Será que eu também tenho risco?”
Nessas situações, é muito comum que a pessoa saudável da família tenha essa curiosidade e o desejo de fazer o teste genético, mas nem sempre essa mesma pessoa será a melhor escolha pra testar…

“Como assim? Então quem da família deve fazer o teste genético?”

Existe um ponto-chave que muda completamente a lógica:
o melhor primeiro teste não é feito em qualquer pessoa, mas sim em quem já teve câncer!

Isso porque o nosso objetivo inicial é identificar se existe, de fato, uma mutação hereditária naquela família! Afinal, apenas 10% dos casos de câncer de mama estão relacionados a alguma mutação genética.

Testar alguém saudável sem ter essa informação pode gerar resultados pouco conclusivos e, às vezes, assustar mais do que ajudar!

Na prática, sempre que possível, a prioridade é: testar o familiar que teve câncer, especialmente o mais jovem ou com características mais sugestivas de hereditariedade

Se uma mutação for encontrada, aí sim o teste passa a fazer muito mais sentido para os outros familiares.

Quais famílias levantam suspeita de câncer hereditário?

Nem todo histórico familiar indica necessidade de teste genético, mas alguns sinais merecem atenção:

  • Vários casos do mesmo tipo de câncer na família
  • Câncer em idades mais jovens do que o esperado
  • Uma mesma pessoa com mais de um tipo de câncer
  • Tumores bilaterais (como nas duas mamas)
  • Associação de tumores “relacionados”, como mama e ovário

Esses padrões aumentam a chance de existir uma síndrome hereditária, ou seja, uma mutação genética de herança familiar!


E depois do primeiro teste?

Se uma mutação genética for identificada:

  • Outros familiares podem fazer um teste direcionado para aquela mutação
  • Cada parente de primeiro grau (filhos, irmãos) tem cerca de 50% de chance de também carregar essa mutação
  • Alguns laboratórios oferecem inclusive descontos ou teste gratuito para outros familiares, caso a mutação seja encontrada

Ou seja: o resultado de uma única pessoa pode impactar o cuidado de toda a família.


Quem deve considerar fazer o teste (de forma resumida)

Em geral, o teste genético é indicado para:

✔ Pessoas que já tiveram câncer, especialmente em idade jovem
✔ Famílias com vários casos de câncer relacionados (mama, ovário, próstata, pâncreas)
✔ Famílias com mutação genética já conhecida
✔ Situações em que o resultado pode mudar a conduta médica (rastreamento, cirurgia preventiva, tratamento)


Lembre importante!!

O teste genético não é um exame de curiosidade! Ele precisa vir acompanhado de aconselhamento genético, antes e depois, porque o resultado pode trazer implicações médicas, emocionais e até mesmo familiares.

Mais do que saber “se tem ou não tem um gene”, o objetivo é tomar decisões melhores sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado


Resumindo…

Em famílias com vários casos de câncer, a pergunta não é apenas “quem deve testar?”, mas sim:

“Por onde começar da forma mais inteligente?”

E quase sempre, a resposta é: começar por quem já teve câncer, entender se existe uma mutação e, a partir disso, cuidar de toda a família de forma personalizada!

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