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Como Acompanhar um Nódulo Benigno da Mama?

Como acompanhar um nódulo na mama?

Descobrir um nódulo na mama é um momento que gera muita ansiedade. A primeira reação de muitas mulheres é pensar que precisa “tirar logo” para se livrar do problema. Mas você sabia que a maioria dos nódulos não precisam de cirurgia e que, muitas vezes, o acompanhamento clínico é a conduta mais segura?

O nódulo é benigno? O tempo é nosso aliado!

Quando identificamos um nódulo novo com características benignas nos exames de imagem (aquele classificado como BI-RADS 3), não precisamos correr para o centro cirúrgico. A regra de ouro para esses casos é a estabilidade. Precisamos observar se esse nódulo não vai mudar de forma ou crescer rapidamente. Para isso, seguimos um protocolo de segurança:

  • Intervalo de 6 meses: Ao contrário da rotina anual, nódulos novos benignos devem ser reavaliados a cada 6 meses com ultrassom e exame físico.

  • Por que 6 meses? Esse é o tempo ideal para percebermos se houve alguma mudança sutil no tamanho ou nas bordas do nódulo que justifique uma investigação maior.

Por quanto tempo devo fazer exames semestrais?

Essa é uma dúvida muito comum. “Dra, vou ter que fazer ultrassom de 6 em 6 meses para o resto da vida?” A resposta é não!

Geralmente, mantemos esse acompanhamento semestral por um período de dois a três anos.

  • Se após esse período (2 a 3 anos) o nódulo permanecer estável — ou seja, não cresceu, não mudou o formato e continua com cara de “bonzinho” —, ele é reclassificado para uma categoria benigna (BI-RADS 2).

  • A partir desse momento, você pode voltar para a rotina anual de exames, como qualquer outra mulher de risco habitual.

E se o nódulo mudar?

O acompanhamento serve justamente para isso: vigilância. Se durante esses exames de controle o nódulo apresentar crescimento, mudança nas bordas ou qualquer característica suspeita, nós mudamos a conduta. Nesses casos, pode ser necessário realizar uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

Mas lembre-se: nódulos sólidos, ovais, bem definidos e paralelos à pele (as características clássicas de benignidade) têm um risco de malignidade muito baixo (menor que 2%).

Lembrete importante!

Não tente acompanhar um nódulo sozinha ou apenas “sentindo” no banho! O autoexame é importante para o autoconhecimento, mas ele não substitui os exames de imagem. Nódulos pequenos ou alterações internas só são vistos no ultrassom ou mamografia.

Se você tem um nódulo e está nessa fase de vigilância, não falte aos retornos! Esse acompanhamento rigoroso é o que nos dá a segurança de não operar desnecessariamente e, ao mesmo tempo, não deixar passar nada importante.

Se ainda ficou com alguma dúvida ou deseja que eu acompanhe a sua saúde mamária, basta clicar aqui para agendar a sua consulta! Será um prazer poder te acompanhar nesse cuidado!

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